Debate sobre Nossa Senhora Aparecida gera grande repercussão nas redes sociais
Por: Redação
27/09/2026 • 12h40
A polêmica sobre a retirada do título de Nossa Senhora Aparecida como Padroeira do Brasil mobilizou 977,6 mil publicações e 8,5 milhões de interações entre 24 e 26 de setembro de 2026.
Uma controvérsia envolvendo um projeto de 2007, que propunha a retirada de Nossa Senhora Aparecida do título de Padroeira do Brasil, ganhou destaque nas redes sociais, especialmente relacionada ao candidato Flávio Bolsonaro (PL). De acordo com um levantamento do Instituto Democracia em Xeque, entre os dias 24 e 26 de setembro de 2026, foram contabilizadas 977,6 mil publicações e 8,5 milhões de interações sobre o tema.
Nos primeiros 24 horas, o debate gerou 669,9 mil menções, e em um período de aproximadamente 55 horas, o número totalizou 977,6 mil, com um pico de 38,3 mil menções em uma única hora. Este evento se tornou o terceiro mais comentado em 2026, perdendo apenas para outros dois acontecimentos políticos significativos.
A discussão teve início a partir de uma reportagem da GloboNews, que analisou a reação de setores da Igreja Católica a uma articulação com grupos evangélicos, e logo se vinculou ao senador Flávio Bolsonaro, que declarou sua intenção de declarar o Brasil como pertencente a Jesus Cristo, caso eleito presidente.
O levantamento identificou duas ondas principais de repercussão. A primeira foi impulsionada pela menção ao projeto de lei de 2007, apresentado pelo deputado Victório Galli, que foi arquivado em 2008. Essa onda cresceu com reações de católicos e a negativa de Flávio Bolsonaro, além de uma correção feita pela GloboNews.
A segunda onda surgiu após uma decisão do ministro André Mendonça, do STF, que determinou a remoção de mais de mil publicações em um curto espaço de tempo, gerando um debate sobre censura e liberdade de expressão.
O Instituto Democracia em Xeque também analisou o perfil das publicações. Entre 345 posts de perfis políticos, 66% das publicações e 70% das interações vieram da esquerda, enquanto a extrema-direita respondeu por 33% das publicações e 30% das interações. A imprensa representou apenas 1% do total monitorado.
O cluster mais significativo da discussão foi intitulado “TIRAR O TÍTULO DE APARECIDA”, que concentrou 53% das publicações e 47% das interações, com 80% da produção vinda de perfis de esquerda. Outro tema relevante foi “MOBILIZAÇÃO EVANGÉLICA E O PL DE 2007”, que gerou 17% das publicações e 33% das interações, enquanto o cluster “FLÁVIO NEGA E ATACA A GLOBO” representou 20% das publicações, a maioria delas de perfis da extrema-direita.
A memória de episódios passados envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro e Nossa Senhora Aparecida teve um impacto menor, correspondendo a 11% das publicações e apenas 4% das interações.
Fonte: Bahia Notícias

