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CMN facilita acesso a crédito emergencial para fertilizantes e minerais críticos

Por: Redação

28/08/202614h20

O Conselho Monetário Nacional (CMN) ampliou o crédito do Plano Brasil Soberano para empresas do setor de fertilizantes e reduziu encargos para projetos de minerais críticos. As alterações foram aprovadas em reunião nesta quinta-feira (27).

O Conselho Monetário Nacional (CMN) decidiu ampliar o acesso ao crédito no âmbito do Plano Brasil Soberano, beneficiando empresas vinculadas à cadeia de fertilizantes. Além disso, houve uma redução nos encargos financeiros para projetos relacionados a minerais críticos e estratégicos, financiados por esse programa. As novas medidas foram aprovadas em uma reunião extraordinária realizada na última quinta-feira (27).

Uma das principais alterações é a prorrogação por 12 meses do prazo para que as empresas apresentem pedidos de financiamento ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), agora válido até 31 de dezembro de 2027.

MAIS CAPITAL DE GIRO

As empresas que atuam na fabricação de adubos, na produção de intermediários ou na extração de minerais utilizados na produção desses produtos passarão a ter acesso a linhas de crédito voltadas para capital de giro. Anteriormente, o financiamento era restrito à aquisição de bens de capital e a investimentos, mas a mudança visa atender à necessidade do setor, que frequentemente precisa arcar com custos de insumos importados antes de receber pelos produtos vendidos aos agricultores.

JUROS MENORES

Para as empresas industriais e tecnológicas que atuam na cadeia de minerais críticos e estratégicos, a taxa de juros dos financiamentos para bens de capital e investimentos foi reduzida para 3% ao ano. Antes, as taxas variavam de 6,5% a 8% ao ano, dependendo da operação. Essa redução busca incentivar investimentos nas etapas de beneficiamento, refino e transformação de minerais no Brasil.

QUEM PODE ACESSAR

As empresas que podem se beneficiar dessas medidas são definidas em conjunto pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) e pelo Ministério da Fazenda. A lista de setores elegíveis será divulgada em portarias interministeriais que regulamentam o Plano Brasil Soberano.

COLEGIADO

O CMN é responsável por estabelecer as diretrizes das políticas monetária e de crédito do Brasil. O colegiado é presidido pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, e conta com a participação do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e do ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti. De acordo com o governo, as novas medidas têm como objetivo apoiar setores impactados pelo aumento das tarifas norte-americanas e pela instabilidade do comércio internacional, a fim de preservar a atividade econômica, o emprego e a renda.

Fonte: Bahia Notícias