Campanha eleitoral de 2026 na Bahia é marcada por apatia
Por: Redação
28/09/2026 • 07h30
As eleições de 2026 na Bahia apresentam um cenário de desinteresse e descrédito político, com Jerônimo Rodrigues e ACM Neto como principais candidatos.
A disputa eleitoral na Bahia para 2026, embora tenha registrado acirramento em pesquisas de opinião, não reflete um real engajamento da população. Políticos entrevistados apontam que não há o clima típico de campanha, com muitos acreditando que os eleitores estão menos envolvidos do que em pleitos anteriores. O descrédito em relação ao processo político está mais evidente, levando à sensação de que a campanha não ocorreu de fato.
Os eleitores baianos se dirigem às urnas enfrentando a repetição das opções do segundo turno de 2022. Atual cenário mostra o ex-prefeito ACM Neto (União) à frente nas pesquisas, enquanto Jerônimo Rodrigues (PT) luta para manter sua posição. O Partido dos Trabalhadores, que governa a Bahia há 20 anos, enfrenta um desgaste natural e um ambiente político menos favorável à reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva.
Ambos os candidatos tentam mobilizar seus eleitorados: Jerônimo representa a continuidade da esquerda, enquanto Neto é visto como a alternativa da oposição em busca de mudança. A imprevisibilidade torna difícil prever quem sairá vitorioso, com cada lado apresentando argumentos em defesa de suas propostas.
A campanha de 2026 foi ofuscada por escândalos nacionais, como os envolvendo o Banco Master, e tentativas de deslegitimação entre os grupos políticos da Bahia. No entanto, a apatia generalizada minou a eficácia dessas estratégias. Até mesmo escândalos envolvendo figuras como Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro não tiveram impacto significativo nas intenções de voto.
O cenário atual é preocupante: instituições como o Supremo Tribunal Federal (STF) tornaram-se protagonistas nas disputas políticas, e os eleitores demonstram pouca paciência para se engajar ativamente. O sistema político, por sua vez, parece ser mais suscetível à corrupção do que se imaginava. O ato de votar, que deveria ser uma celebração democrática, é visto mais como uma obrigação.
Apesar das dificuldades, na Bahia não há figuras autoritárias como candidatos, embora haja flertes com conceitos inadequados de ambos os lados. O desafio é escolher o melhor candidato entre aqueles que se apresentam, sem que isso se resuma a optar apenas pelo menos pior.
Fonte: Bahia Notícias

