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Assentamento do Machado de Xangô no Fórum de Camaçari valoriza diversidade religiosa

Por: Redação

01/10/2026 • 14h20

O Fórum de Camaçari recebeu, em 30 de outubro, o Machado de Xangô, símbolo da Justiça na tradição afro-brasileira, como parte do projeto 12 Machados de Xangô.

No dia 30 de outubro, o Fórum da Comarca de Camaçari foi palco do assentamento do Machado de Xangô, que representa o orixá da Justiça, equilíbrio e retidão na cultura afro-brasileira. A cerimônia faz parte do projeto 12 Machados de Xangô, promovido pela Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Bahia (OAB-BA) em colaboração com o Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA) e comunidades de matriz africana.

A ação tem como objetivo fortalecer o respeito à diversidade religiosa e à liberdade de crença dentro do Poder Judiciário. O projeto já havia realizado assentamentos anteriores, incluindo a sede do TJBA em Salvador e o Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região (TRT-BA), ambos em 2025. Com essa nova instalação, a iniciativa se expande para o interior do estado.

A cerimônia foi organizada pela OAB-BA em parceria com o Terreiro Unzó Tatêto Lembá Diá Nzambi, uma comunidade que é Patrimônio Cultural de Camaçari, sob a liderança do sacerdote Táta Ricardo Tavares. Durante o evento, a secretária-geral da OAB-BA, Cléia Costa, destacou a importância do assentamento para a construção de uma Justiça que reflita a pluralidade da sociedade baiana.

O presidente da Subseção da OAB em Camaçari, Eduardo Requião, enfatizou que a presença do machado no Fórum representa um compromisso com a diversidade religiosa, alinhando-se à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que permite a presença de símbolos religiosos em prédios públicos para manifestar a cultura brasileira.

O presidente do TJBA, José Edivaldo Rocha Rotondano, reforçou que a Justiça deve refletir a diversidade cultural e religiosa da população. O líder espiritual do Terreiro de Lembá, Táta Ricardo Tavares, considerou a cerimônia um marco na luta pelos direitos da população negra e das comunidades tradicionais, ressaltando a importância da reparação e do reconhecimento da identidade cultural.

O Machado de Ouro de Xangô, chamado Luazi Kikete, foi criado pelo artista Rodrigo Siqueira, que também fez o primeiro machado instalado em Salvador. Ele afirmou que a confecção dessas peças está ligada a um processo de valorização da população afrodescendente.

Com o assentamento em Camaçari, o projeto 12 Machados de Xangô continua a promover o respeito à liberdade religiosa e à valorização da cultura afro-brasileira, aproximando instituições e comunidades em torno desses valores.

Fonte: Bahia Notícias